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Terra Blog

19.01.09

Inadmissível

Publico artigo de Wolmir de Souza - presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, para que as pessoas possam ir juntando informações para formar uma opinião sobre a legislação ambiental brasileira.
Abs.

Inadmissível
Esta foi a palavra usada pelo Ministro do Meio Ambiente, Sr. Carlos Minc, para definir a pressão dos ruralistas para diminuir as restrições da legislação ambiental brasileira. Caro Ministro, inadmissível é trabalhar, receber e se promover em um país que tem no agronegócio sua principal fonte de renda, onde se distribui bolsa família à custa do suor, dos que com o sacrifício cultivam o solo sem prejudicar o meio ambiente e a vida no meio rural. Inadmissível é avalizar tantos recursos para ONGs que em nada contribuem para a preservação ambiental, quando projeto como n°573905-2008/08 que busca solucionar os problemas causados por dejetos de suínos são reprovados por pessoas que como tal não conhecem a realidade do campo e mesmo com todo o trabalho e insistência não se consegue aprovar recursos como o Pronaf Eco, que viabilizariam ações ambientais no campo.
Inadmissível é exigir ou impor regras no meio rural quando nas cidades menos de 10% das famílias têm rede de esgoto, ao mesmo em que órgãos que se juntam para penalizar o produtor, estão sediados literalmente dentro de cursos de água ou Área de Preservação Permanente. Inadmissível é usar a tragédia ocorrida em Santa Catarina para distorcer os objetivos do Novo Código Ambiental, que na sua grande maioria diz respeito ao agronegócio que se concentra basicamente no oeste do Estado, região não atingida. Ao que me parece se refrescarmos a memória, percebemos que a grande parte da catástrofe ocorrida se deu na queda de encostas onde, além de ser área urbana parte delas são preservadas e talvez por esse motivo em função da maior absorção de água pelas plantas o deslizamento foi inevitável.
Inadmissível é opinar sobre a tragédia ocorrida no Estado desconhecendo as ações realizadas pelos produtores na aérea ambiental, nem mesmo que 40% do solo catarinense são cobertos por vegetação nativa. Inadmissível é exigir que se cumpram os itens do Código Ambiental, mas passa-se despercebido o artigo 18 parágrafo 1° onde diz: “Se tais áreas estiverem sendo utilizadas com culturas, seu valor deve ser indenizado”.
Gostaria também que o Senhor e todos os que comungam desta visão em Santa Catarina, lessem a carta do Senhor Hermann Blumenau datada de 30 de abril de 1856, descrevendo a maior cheia ocorrida no vale do Itajaí e pergunto se também tem haver com o Código Ambiental. Tenho ainda muito para escrever, mas me sinto como todo trabalhador rural, desamparado, massacrado por pessoas que desconhecem a realidade e não são dignas de tomar o leite e o café da manhã ou comer o feijão e arroz com carne suína ao meio dia.
Encerro deixando apenas uma pergunta: O grande objetivo destes que se dizem defensores do meio ambiente é ver os pássaros cantando, sentir o ar puro e ver a água limpa, mesmo que para isso o homem, centro do objetivo divino, esteja morto?

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Minc critica Stephanes por Código Florestal
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta segunda-feira (12) que o titular da pasta da Agricultura, Reinhold Stephanes, "radicalizou muito" ao acabar com o grupo de trabalho que discutia uma proposta comum de mudanças no Código Florestal. "Não vejo que ele tenha poder de extinguir a discussão", afirmou. Segundo Minc, existem mais de 20 projetos de lei no Congresso para modificar o código e "ninguém tem maioria para aprovar ou desaprovar se não tiver um acordo maior". Ele admite algumas mudanças, mas afirma que a "pressão" de ruralistas para diminuir restrições da legislação ambiental é "inadmissível".
Além dos dois ministérios, parlamentares da bancada ruralista e representantes de ONGs ambientalistas participaram de três rodadas de discussão. Paulo Adário, diretor do Greenpeace responsável pela campanha da Amazônia, foi um dos participantes. Ele criticou a posição do ministro da Agricultura. "O Stephanes desde o início teve uma postura equivocada como ministro de Estado e atuou como porta-voz da bancada ruralista e não do governo federal. Ele não está lá para isso", afirmou.
Adário disse que naturalmente haveria uma polarização entre ONGs e ruralistas. Segundo ele, os ministros deveriam atuar como mediadores em busca de alternativas, mas Stephanes "radicalizou o processo, prestando um desserviço ao País e também à agricultura". "O Minc não está lá como o ministro das ONGs, e o Stephanes está como o ministro da bancada ruralista." Adário disse acreditar que Stephanes pretendia "se legitimar perante à bancada ruralista". O Greenpeace faz campanhas contra mudanças no código. Mas admite a possibilidade de acordo em relação, por exemplo, a áreas que já foram desmatadas. "Vamos continuar o esforço com deputados e senadores para tentar conter a pressão da bancada ruralista."A assessoria de imprensa do ministro da Agricultura informou, sobre a declaração de Minc, que ele "não vai entrar nessa discussão emocional porque ela não tem fim". Já sobre a acusação do representante do Greenpeace, informou que Stephanes "nasceu na roça, é servidor público formado em economia e não tem um pedaço de terra no Brasil". De acordo com a assessoria, o grupo de trabalho era uma "conversa" e "o assunto agora está no Palácio do Planalto".
Tragédia - Minc admite que grande parte do Código Florestal, que tem 44 anos, é descumprida. "Em São Paulo e no Paraná, nenhuma empresa de soja e café tem os 20% da reserva legal e eles não demarcam as Áreas de Preservação Permanente, que são as margens de rios e encostas", disse. "Essa foi uma das razões do desastre em Santa Catarina. Todo mundo ocupou as encostas e desmatou, depois isso combinou com um evento climático extremo, e houve aquela tragédia." Segundo o ministro, os ruralistas "deram um pulo de 3 metros" após a publicação de decreto que pune crimes ambientais, no ano passado, porque "viram que a lei ia ter que ser cumprida". Depois, disse ele, retomaram o movimento para mudar o código. "Eles (os ruralistas) querem aproveitar esse momento e diminuir as restrições que o código coloca para a defesa do meio ambiente; por exemplo, as Áreas de Preservação Permanente. É inadmissível."
Em alguns pontos, porém, há concordância, diz Minc. "Macieiras que estão há 80 anos em encostas de Santa Catarina, ninguém vai querer arrancar." Para ele, a discussão pode ser retomada. "Queremos mais produção com mais proteção. A tragédia em Santa Catarina serve para mostrar o que acontece quando se desrespeita os cuidados com o meio ambiente. A natureza se vinga." Minc disse que quer dar garantias para a produção, mas "sem diminuir a proteção da Amazônia e das margens dos rios". "O acordo é necessário."
O ministro participou, no Rio, da inauguração do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), resultado da fusão de três órgãos vinculados à Secretaria de Ambiente, que ocupou antes de ir para Brasília. A principal medida anunciada foi a redução dos prazos para concessão de grandes licenças, que segundo o governo caiu de três anos, em média, para um ano. "Várias ideias daqui estamos levando para Brasília, entre elas o licenciamento ambiental mais ágil e mais rigoroso. Quanto mais tempo demora, mas possibilidade de ter corrupção", declarou. Minc disse que vai lançar, provavelmente em dois meses, um projeto para "simplificar ainda mais" o processo de licenciamento ambiental federal. "Quando a gente tem de tratar de muita burocracia, fica com menos tempo para ver a questão do desmatamento, da poluição do ar." O ministro pretende tornar obrigatório no País em 2009 o controle anual de emissão de poluentes em veículos, que existe no Rio. (Fonte: Felipe Werneck/ Estadão Online)

29.11.08

Tragédia em Santa Catarina

Eu não tenho o que falar dessa tragédia que se abateu Santa Catarina. Já me dói fazer matérias sobre o assunto, acompanhar o trabalho da defesa civil, entrevistar prefeitos das cidades atingidas... ver a dor do povo. E o que mais me deixa angustiada é essa chuva que nao passa! Não se tem notícia de quando este tempo vai se firmar. Fico muito emocionada quando vejo que pessoas de todas as partes do país, dos estados mais longes, estão compadecidos e mandando o que podem pra cá. Olhem! realmente precisa e precisa muito. O desastre aqui foi grande. Ontem falei com o prefeito de Blumenau, ele disse que já chegou muito comida lá, mas falta trigo, por exemplo. Tem três instituições lá que estão fazendo pão para os flagelados, mas, falta o trigo. Também faltam cuecas, calcinhas..., materiais de higiene pessoal.
Se alguém ler este post e puder ajudar, dou como sugestão fazer depósito de qualquer quantia na conta da Defesa Civil do Estado, seguem os dados, que podem ser confirmados no site www.desastre.sc.gov.br. Confirmem sempre, porque tem gente se aproveitando da situação e usando a internet para divulgar contas que nada tem a ver com a ajuda às vítimas das enchentes e dos deslizamentos em SC.


Banco/SICOOB SC - 756 - Agência 1005, Conta Corrente 2008-7

Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta 80.000-8 Banco do Brasil - Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7

Besc - Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.

Bradesco S/A - 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

Itaú S/A - 341, Agência 0289, Conta Corrência 69971-2

SICREDI - 748, Agência 2603, Conta Corrente 3500-9

SANTANDER - 033, Agência 1227, Conta Corrente 430000052

Nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual de Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57.

23.10.08

Ambientes livres do cigarro já!

Eu não fumo e detesto que fumem perto de mim. Acho que deveriam existir espaços nas ruas reservados aos fumantes. Quem quissesse fumar que ficasse ali dentro, daquele espaço, que até poderia ser um quadrado. Ninguém poderia fumar andando na rua por exemplo. Agora, vê se pode. De manhã cedo, já vai um indivíduo fumando na sua frente e a fumaça indo toda pra traz, diretamente na sua cara.
Outra situação: Você está sentado nos primeiros bancos do ônibus e o veículo pára pra pegar mais um passageiro. O indivíduo que vai entrar está fumando. Para aproveitar bem o cigarrinho, dá a última tragada quando o ônibus está parando. Joga a xepa na calçada (outro cúmulo) e sobe no ônibus, deixando para soltar a fumaça quando já está dentro do carro.
Já aconteceu isso comigo um dia que eu estava indo pra Rádio Guarujá às 6h30 da manhã. A mulher, além de fazer exatamente isso que relatei acima, ainda por cima sentou-se do meu lado. O cheiro do cigarro, aquela hora da manhã, insuportável. Tive que me levantar e sentar em outra poltrona BEEEEM LONGE. Quando fui descer, o motorista chegou a comentar comigo: "-te levantasse por causa do cheiro do cigarro, né?!" e ficou me contando os absurdos. Diz que tem dias que é obrigado, mesmo no frio, a deixar a porta da frente aberta, pra sair o cheiro.
Hoje foi outro dia em que precisei me levantar do banco em que estava no ônibus. Um senhor entrou e sentou na poltrona atrás da minha. Gente, o cheiro era muito forte. O homem exalava nicotina por todos os póros. Eu estava da metade do ônibus para traz, fui sentar mais na frente... Claro, não sem antes lançar um olhar mortífero e reclamar do cheiro... Aixi...

Piso nacional do magistério

Os professores da rede pública estadual de Santa Catarina estão mobilizados em torno do piso nacional - de R% 950,00 - estabelecido para a categoria. A partir de janeiro de 2009, 2/3 da diferença entre o que ganham hoje e o piso sancionado pelo presidente Lula no meio do ano já deve ser pago. Eles reclamam que a Secretaria da Educação não senta pra conversar a respeito de como fará o pagamento. A Secretaria andou repassando algumas informações desencontradas. Veja que no Dia do Professor mandaram release dizendo que: "- o piso dos professores catarinenses está dentro do que prevê a legislação federal". Dando uma demonstração clara de que vão considerar abonos e prêmios como salário. A categoria, por sua vez, quer que os 2/3 da diferença sejam pagos sem considerar "os penduricalhos", como me disse Danilo Ledra, coordenador estadual do Sinte. Eu não recebi nenhuma outra nota da Secretaria da Educação dizendo o contrário do que tinha dito em release do dia 15 de outubro. Mas, acompanhei por alguns veículos, que a Secretaria disse que vai pagar a diferença sem considerar os abonos e prêmios. Hum... vamos ver... Vamos ver se o secretário Paulo Bauer vai mesmo à Assembléia dar explicações sobre o assunto, conforme pede o requerimento apresentado, na quarta-feira, 22, pelas bancadas do PT, PDT e PRB.
Uma audiência pública para discutir o assunto já foi realizada na Assembléia, organizada pela bancada petista. Ninguém da Secretaria da Educação compareceu. Foi uma audiência de uma só voz, mas, com umas "escapadinhas" do próprio Sinte/SC, que através de um informativo que estava distribuindo no dia, deu umas "alfinetadas" na CUT (entidade a qual são filiados). Eu não peguei um informativo para fazer a transcrição literal, mas, em determinado momento do texto, acusava a CUT de servir aos interesses do companheiro-presidente Lula, em detrimento da categoria. O coordenador estadual do Sinte, Danilo Ledra, em seu discurso, não perdeu a oportunidade de "dar nos dedos" (como diz um amigo meu) da senadora Ideli Salvatti (PT). Ela falou antes dele, e disse que o Governo Federal previu recursos para ajudar os Estados que não tiverem dinheiro suficiente para pagar o piso nacional a seus professores. Portanto, não há porque estados e municípios não pagarem o piso. Ledra explicou que esse "recurso previsto" na ordem de R$ 4 bilhões - se não me engano - na verdade, já está cerca de R$ 3,5 bilhões comprometido com outras necessidades da Educação. E completou, dizendo que não é bem assim como a senadora quis "pintar", que tem dinheiro a vontade para completar salário em tudo quanto é canto do Brasil. (hehehe - eu me diverti)
Agora, cá entre nós, os professores merecem, merecem ser muito bem remunerados. Seu trabalho é nobre. Ninguém de nós seria nada se não tivéssemos ajuda dos professores. Eu não saberia escrever e você não saberia me ler!

Assalto em Tubarão

Minha mãe acabou de me contar que a nossa vizinha foi assaltada, ameaçada com uma arma apontada para a cabeça, na frente dos dois filhos, dentro de sua pópria casa hoje, por volta do meio dia.
O filho dela abriu o portão para ela entrar com o carro na garagem e os criminosos entraram logo atrás de moto. Ela voltava do banco, de onde retirou R$ 28 mil. Passou em outra agência, depositou R$ 18 mil e foi pra casa com R$ 10 mil. Os meliantes levarão somente a BOLSA. Alguém tem dúvida de que eles estavam seguindo ela?
Difícil acreditar que uma situação dessa acontece no lugar em que você se criou. Já era a pacata e confiável Tubarão, cidade ao Sul do Santa Catarina, conhecida também como "Cidade Azul."
E esse não é um fato isolado. Porque nesta semana, várias casas da rua foram arrombadas. E da casa do seu Juvelino - morador antigo dali, já velhinho, que fala tudo meio em italiano, levaram R$ 400 reais. Mas, essa historia eu ainda não sei bem direitinho... talvez em outro post...